Cardápio digital com pedido: como funciona e quando vale mais que o aplicativo de delivery

O que é um cardápio digital com pedido próprio, como fazer a conta da comissão que você paga hoje e quando ele faz mais sentido que o aplicativo de delivery.

Aline Tomaszewski · 4 min de leitura
Neste artigo
  1. O que é um cardápio digital com pedido
  2. Como o pedido chega no restaurante
  3. Quanto custa a comissão que você paga hoje
  4. Quando o cardápio próprio vale mais que o aplicativo
  5. Quando o aplicativo ainda faz sentido
  6. O que um bom cardápio digital precisa ter
  7. Cuidado com a armadilha da plataforma pronta
  8. Resumo

Abre o extrato do aplicativo de delivery do último mês e soma a linha das taxas. Agora pensa: quantos daqueles clientes já conheciam o seu restaurante antes de pedir?

Boa parte já era sua. Pediu pelo aplicativo porque era o caminho mais fácil, e você pagou comissão por um cliente que não precisou ser conquistado.

O cardápio digital com pedido existe pra resolver exatamente isso.

O que é um cardápio digital com pedido

É um site do seu restaurante onde o cliente vê o cardápio com foto, monta o pedido, escolhe entrega ou retirada e envia. O pedido chega pra você organizado: nome, endereço, itens, observações e forma de pagamento.

Não é o PDF do cardápio mandado no WhatsApp. Não é a foto do cardápio impresso. É um sistema que o cliente usa sozinho, sem esperar alguém responder.

Como o pedido chega no restaurante

Muda um pouco de sistema pra sistema, mas o caminho mais comum é este:

  1. O cliente abre o link, pela bio do Instagram, pelo Google ou por um QR code na mesa
  2. Escolhe os itens, os adicionais e escreve as observações
  3. Informa o endereço, e a taxa de entrega do bairro aparece sozinha
  4. Escolhe pagar na entrega, por Pix ou online
  5. O pedido cai num painel do restaurante e pode sair direto na impressora da cozinha
O cliente escolhe no cardápio
1O cliente escolhe no cardápio
Monta o prato com os adicionais
2Monta o prato com os adicionais
Confere e escolhe entrega ou retirada
3Confere e escolhe entrega ou retirada
Telas reais do cardápio do Garopa Sushi, feito pela TMZ.

Nada de copiar pedido de conversa, conferir endereço três vezes ou errar o troco porque a mensagem se perdeu no meio de outras quarenta.

Quanto custa a comissão que você paga hoje

Faz a conta com os números do seu contrato:

  • pega o faturamento mensal que passa pelo aplicativo
  • multiplica pela comissão, somada à taxa de pagamento online, se houver
  • o resultado é o que sai do seu caixa todo mês

Um exemplo com números redondos: um restaurante que fatura R$ 20 mil por mês pelo aplicativo e paga 20% somando tudo entrega R$ 4 mil por mês. São R$ 48 mil por ano.

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Coloca os seus números aqui

Mexe nos valores e vê na hora quanto a comissão leva do seu caixa.

Comissão por mêsR$ 4.000
Comissão por anoR$ 48.000
Fica no seu caixa por anoR$ 14.400

Conta aproximada, antes da mensalidade do cardápio próprio. Use a taxa que está no seu contrato.

Um cardápio próprio custa uma mensalidade fixa, que não cresce quando você vende mais. Se só uma parte dos pedidos migrar pro canal próprio, a conta já muda.

Quando o cardápio próprio vale mais que o aplicativo

  • Seu cliente já te conhece. Clientela fiel, de bairro, que pede toda semana. Esse cliente não precisa de aplicativo pra te achar.
  • Você já recebe pedido pelo Instagram ou pelo WhatsApp. Os pedidos já chegam, só chegam bagunçados.
  • O aplicativo não atende a sua cidade, ou atende mal. O cliente quer pedir pela internet e não tem por onde.
  • Sua margem é apertada. Prato de ticket baixo sente muito cada ponto de comissão.

Quando o aplicativo ainda faz sentido

Seja honesto com a conta: o aplicativo traz cliente novo, gente que nunca ouviu falar de você. Se o restaurante abriu agora, ou depende de quem é de fora pra crescer, sair de uma vez pode custar caro.

Pra muita gente, o que funciona é usar os dois. O aplicativo fica como vitrine pra cliente novo, e o cardápio próprio vira o canal de quem já é cliente. O link próprio vai em tudo o que é seu: bio do Instagram, status do WhatsApp, perfil no Google, mesa do salão.

O que um bom cardápio digital precisa ter

  • Foto em todos os pratos. Prato sem foto vende menos.
  • Taxa de entrega por bairro, calculada sozinha.
  • Horário de funcionamento que fecha o pedido quando a cozinha fecha.
  • Um painel simples pra pausar o item que acabou, sem ligar pra ninguém.
  • Domínio com o nome do restaurante, tipo seurestaurante.com.br, e não um endereço com o nome da plataforma no meio.
  • Abrir rápido no celular, mesmo com 4G fraco. É de lá que vem quase todo pedido.

Cuidado com a armadilha da plataforma pronta

Existem plataformas de cardápio por assinatura que resolvem rápido. O ponto de atenção é o dia em que você quiser sair: o link, os dados dos clientes e o histórico de pedidos ficam com quem? Pergunte antes de assinar.

Quando o domínio é registrado no nome do restaurante, o endereço que o cliente salvou continua sendo seu, mesmo que um dia você troque de fornecedor.

Resumo

  • Cliente que já te conhece não precisa pagar pedágio pra pedir
  • Faça a conta da comissão com os números reais do seu contrato
  • Aplicativo e cardápio próprio convivem bem: um traz cliente novo, o outro fideliza
  • Exija domínio no seu nome e foto em todos os pratos
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Aline Tomaszewski

Fundadora da TMZ Mídia Digital. Cria sites, sistemas e cardápios digitais e cuida do marketing de negócios que querem vender mais pela internet.

Quer ver como ficaria o cardápio do seu restaurante?

Eu monto uma prévia com os seus pratos, no ar, antes de você decidir qualquer coisa. Você abre no celular e testa como se fosse o seu cliente.

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